Estrada Real
Cervejeira
O estado com 425 cervejarias mapeadas pela UNIFAL. Cinco paradas, 290km, uma rota que começa na metrópole craft e termina num Patrimônio da Humanidade onde o cerrado vira cerveja.
a cidade
editorialBelo Horizonte não nasceu cervejeira — ela se tornou. A cidade planejada do final do século XIX foi ganhando vida própria nos bairros que cresceram além do plano original. E foi nesses bairros — no Savassi, em Santa Tereza, no Lourdes — que a cena craft encontrou seu habitat natural: uma cultura urbana sofisticada, universidades por todos os lados e um povo que tem orgulho de descobrir as coisas boas antes dos outros.
A Mills Brewery é o nome que mais ressoa no circuito nacional — ouro e prata no 14° Concurso Brasileiro de Cervejas com a Bedrock IPA e a Cacau Porter. A Cervejaria Wäls, uma das pioneiras do movimento craft mineiro, abriu o caminho ainda nos anos 2000. Hoje, cada bairro tem sua própria cena: Nova Lima, colada à capital, virou um polo próprio com mais de 15 cervejarias num raio pequeno.
BH é o ponto de partida perfeito porque oferece volume e variedade. Você pode passar dois dias só na cidade e já ter uma educação cervejeira de respeito antes de entrar na estrada.
fonte: UNIFAL · Mapa Cervejarias MG 5ª ed. 2025cervejarias na rota
mapa UNIFAL · 51 registradasa parada
editorialA 50km de BH, a região de Caeté e Itabirito representa o primeiro contato com o interior mineiro na rota. Aqui o ritmo muda. A serra aparece no horizonte, as estradas ficam mais sinuosas e a cerveja começa a ter personalidade de lugar.
A Acurui Cervejaria, em Itabirito, é uma das referências da região — produção artesanal com identidade mineira, inserida numa área onde a mineração histórica e a natureza convivem há séculos. A Uaimií Cervejaria de Fazenda vai além: o conceito de cervejaria de fazenda significa que os ingredientes vêm do próprio território — mel, ervas, água de nascente.
O nome Uaimií vem do tupi e significa "pequeno". Mas o que eles fazem não tem nada de pequeno.
fonte: UNIFAL · Mapa Cervejarias MG 5ª ed. 2025cervejarias na parada
itabirito · caeté · santa bárbaraa parada
editorialA Serra do Cipó não é, em si, um polo cervejeiro no sentido de concentração de produtores. É algo diferente — e talvez mais raro: é o lugar onde a cerveja artesanal encontrou o seu contexto perfeito. Trilha de manhã, cachoeira à tarde, cerveja gelada enquanto o cerrado escurece.
Os estabelecimentos da região — pousadas, restaurantes, bares na estrada MG-010 — têm apostado nas marcas craft de BH e Sete Lagoas. A Cervejaria BeHop e a Cervejaria Di Vera, ambas de Sete Lagoas, têm presença forte nos pontos de consumo da região do Cipó.
Esta é a parada que valida a rota como experiência completa — não só cerveja, mas o território inteiro como parte do sabor.
fonte: UNIFAL · Mapa Cervejarias MG 5ª ed. 2025cervejarias na região
sete lagoas · jaboticatubasa parada
editorialOuro Preto tem algo que nenhuma outra parada desta rota tem: o peso da história. Caminhar pelas ruas de paralelepípedo com uma cerveja artesanal na mão, olhando para as igrejas do Aleijadinho, é uma experiência que não se repete em nenhum outro circuito cervejeiro do Brasil.
A Cervejaria Ouropretana é a mais tradicional — produção local com identidade que homenageia a cidade. A Cervejaria Acadêmica, com o rótulo "Segredo do Professor", nasceu da conexão com a UFOP — a Universidade Federal de Ouro Preto, que tem tradição em pesquisa de biotecnologia e fermentação. A Latitude 20° aposta num ambiente mais contemporâneo, combinando a arquitetura histórica com uma proposta craft moderna.
Mariana, a 12km, é a cidade irmã — mesma arquitetura, mesma alma, e uma cena emergente que complementa perfeitamente o roteiro.
fonte: UNIFAL · Mapa Cervejarias MG 5ª ed. 2025 · UNESCO World Heritagecervejarias na parada
ouro preto · mariana · ouro brancoo fim de rota
editorialDiamantina é o destino que justifica a rota inteira. A cidade onde Juscelino Kubitscheck nasceu, onde o diamante foi extraído por séculos, onde as serestas ainda acontecem nas ruas à noite — essa cidade tem uma cerveja artesanal à altura da sua própria história.
A Cervejaria Mil Oitavas homenageia no nome a medida colonial do ouro e diamante — uma oitava equivalia a 3,6 gramas, e os mineradores eram pagos por elas. A Cervejaria Diamantina usa a altitude e o clima de cerrado a seu favor: a fermentação em temperaturas mais baixas, a água cristalina das nascentes locais e os ingredientes do bioma — pequi, mel silvestre, ervas do campo limpo — criam sabores que não se reproduzem em nenhuma outra latitude.
Chegar em Diamantina depois de 290km de rota, sentar numa das cervejarias com vista para as serras do cerrado, e beber uma cerveja feita com ingredientes que só existem ali — isso é o que uma rota cervejeira deveria sempre prometer.
fonte: UNIFAL · Mapa Cervejarias MG 5ª ed. 2025 · UNESCO World Heritagecervejarias em diamantina
patrimônio da humanidade · cerrado🗺️ turismo de experiência: Mapa Cervejeiro — idealizado por Cindra Gomes (Sommelière de Cerveja) · +70 cervejarias em 40 cidades · patrocínio Codemig · desde 2015 · facebook.com/MapaCervejeiro